SET
03
  Quem somos e pra onde vamos?
  por Denise De Rocchi
 

Hoje as rádios parceiras começam a veicular o episódio "Brasil, risonho e límpido" do Redação de Calcinha, em que falamos sobre patriotismo. O bate-papo foi bom e deu trabalho selecionar os melhores trechos pra colocar no ar.

Muita coisa boa ficou de fora, como as dicas de livros dos chamados "intérpretes do Brasil", autores que tentaram explicar a identidade nacional e porque demoramos a superar a pobreza. O auge da produção deles foi nos anos 1930. É desta época Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre. o autor foi revolucionário por ser o primeiro a reconhecer a mistura de raças como traço importante  (e positivo) da formação do país. Até então, se achava que a questão racial era um problema e que, por razões biológicas, trazer imigrantes europeus contribuiria para o Brasil se desenvolver. O livro é cheio de detalhes sobre os hábitos de comportamento, alimentação e até higiene do nosso povo.

Outro livro importante desta década é Raízes do Brasil, especialmente para entender a nossa relação com o poder público e o trabalho. O autor, Sérgio Buarque de Hollanda, tem outra ótima contribuição: um de seus filhos é o cantor Chico Buarque.

As duas obras continuam muito atuais, embora tenham quase 80 anos, ajudando a entender a origem do brasileiro e imaginar. O mesmo acontece com  Formação Econômica do Brasil, escrita por Celso Furtado em 1960. O livro investiga os ciclos de produtos como borracha e o café. Traz um alerta ainda muito válido sobre o risco de dependermos destas exportações de produtos in natura. Sabiam que hoje vendemos grão verde e a Alemanha faz a torragem e exporta produto beneficiado?

O mais novinho da minha lista é O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Cada capítulo fala da contribuição de uma etnia ou grupo regional em desbravar nosso enorme território. Este foi o trabalho da vida de Darcy Ribeiro, tanto que ele fugiu do hospital para conclui-lo antes de morrer. Talvez por isso ele tenha conseguido transpor tão bem sua paixão pelo assunto para a folha de papel.

   
 

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SET
02
  E agora, Roriz?
  por Hiury Wdson
 

Que me desculpe o bom e saudoso Drummond, mas não resisti... Bem, mas 'e agora, Roriz?'

 

E agora, Roriz?


A festa acabou?
o TRE te pegou,
o TSE também,
o clima está fúnebre,
e agora, Roriz?
e agora, Roriz?

Você que tem nome,
que zomba da sua liderança,
que cria bordões,
que diz amar o povo,
mas que está com a ficha suja
e agora, Roriz?

Está sem certeza,
continua com o mesmo discurso,
está inseguro,
já não pode zombar,
espernear já não pode,
a campanha esfriou,
o TSE reprovou,
só um ministro deixou,
o ‘Ficha Limpa’ te barrou,
o riso não veio,
porém a utopia continua,
a campanha continua,
mas o clima mofou,
e agora, Roriz?

E agora, Roriz?
suas promessas,
sua fala,
sua coligação,
seu teto de vidro,
sua popularidade - e agora?

Com a campanha na mão
quer continuar,
mas essa campanha não era para existir;
quer estar nos braços do povo,
quer ir para as cidades que criou,
pode ir! Mas sem ser governador.
Roriz, e agora?

Você discursa,
você continua com a campanha,
você ainda zomba dos adversários,
mas
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse (politicamente)...
Mas você não morre,
você é duro, Roriz!

E se o STF te barrar,
em 2023,
com certo desprazer,
acho que te vejo
nas urnas novamente!

   
 

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SET
01
  Consumidor incentiva crescimento do país e é penalizado por isso
  por Bárbara Micheline
 

Hoje tivemos mais uma reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central para decidir qual a taxa básica de juros deve ser praticada no país. A decisão foi de manutenção em 10,75% ao ano.

 

Até hoje não entendo por que o país não pode crescer. Por que temos que frear o crescimento do PIB pagando mais juros.

 

Não seria mais vantajoso o país crescer e a sociedade pagar mais barato por isso? Por que temos que pagar mais caro por um crescimento menor?

 

Compramos...gastamos para o país crescer e, ainda assim, somos taxados com juros maiores. Pêra ai... não somos nós que estamos consumindo para fazer o país crescer? É para crescer ou não é pra crescer? Alguém tem que decidir...

 

O brasileiro foi incentivado em época de queda da economia a consumir. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o ‘povo’ salvou o Brasil da crise ‘consumindo’. Mesmo assim, fomos taxados com juros cada vez mais altos para o país não crescer.

 

Os Estados Unidos, causadores da última crise mundial, não subiram os juros como nós. De 2000 para cá a taxa deles não alcançou os 7% ao ano. Pelo contrário, desde o início da crise, em meados de 2007, o BC norte-americano efetuou uma série de cortes na taxa básica de juros, que hoje está perto de zero.

 

Enquanto isso, estamos aqui, comemorando que a taxa não subiu nesta reunião.

 

Realmente não entendo. Isso deveria ser tema de debates entre candidatos a governantes deste país. Há a possibilidade de o país crescer sem sermos penalizados por isso?

 

 

 

   
 

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AGO
31
  Ignorância: mãe da miséria
  por Fábio Ruas
 

A chacina protagonizada por narcotraficantes mexicanos que vitimou 72 imigrantes que tentavam entrar nos Estados Unidos em prol de um emprego melhor motivou uma pauta proposta pela nossa editora aqui em Brasília, a Alexandra Fiori. A idéia era entrevistar um sociólogo que pudesse falar sobre os motivos que levam os brasileiros (na chacina teriam sido assassinados dois mineiros de Governador Valadares) a tentarem um trabalho mais rentável do que os que são encontrados aqui no Brasil.

O questionamento era o seguinte: crescem as vagas de emprego no Brasil e crise financeira aumenta pedidos de seguro desemprego na maior potência econômica do mundo (na média das quatro últimas semanas, foram solicitados 3.250 pedidos a mais do que no período anterior. Desde o início da crise, no final de 2008, o acumulado é de quase 5 milhões de pedidos). Analisados os fatos, por que diabos o brasileiro ainda quer ir para lá?

Encontrei, então, uma fonte excelente: o professor de Sociologia do Trabalho da Universidade de Brasília, Sadi Dal Rosso. Segundo o especialista, o motivo é simples: valor dos salários. Enquanto nos Estados Unidos o salário mínimo é US$ 1.000 ou R$ 1.700, no Brasil é R$ 500.

O perfil deste brasileiro que tenta a sorte no “eldorado” americano é de um trabalhador sem qualificação para se colocar no mercado. Precisamos de mais escolas e com mais qualidade. Desde a alfabetização até os cursos técnicos e faculdades, tudo funciona meia-boca no Brasil. Não dá para condenar quem deseja um futuro melhor para si e para a família.

Se não mudarmos esta situação, continuaremos dizendo “não” quando o sujeito sujo e fedorento no sinal de trânsito pede “uma ajuda”. Continuares dizendo “não” quando o moleque que deveria estar estudando pergunta se queremos comprar um chiclete. Continuaremos dizendo “não” para o trabalhador sem qualificação. Por isso que o ditado não falha: a ignorância é a mãe da miséria.

   
 

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AGO
17
  Essa merece tocar
  por Denise De Rocchi
 

O rock tem vários fãs aqui na redação da Radioweb e o Haiti tem pelo menos uma, que sou eu. Pois hoje seguindo o Danilo Gentilli no twitter ele deu uma dica que junta as duas coisas: a banda Trampa fez uma versão para Haiti, música do Gilberto Gil e do Caetano Veloso.

É uma ótima novidade em tempos em que o que mais aparece são duplas e grupos que só repetem os mesmos modelos.

 

   
 

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AGO
09
  Mulheres e a TPM
  por Raquel Schneider
 

Tudo bem que virou motivo de piada mundial, mas a verdade é que não é nada fácil conviver com uma gangorra hormonal todos os meses.

As temidas três letrinhas que formam a sigla da Tensão Pré-Menstrual são o tema da mais recente edição do Redação de Calcinha, que entre histórias engraçadas e complicadas, traz até uma ideia bem interessante, originária de tribos indígenas: os homens paparicam as mulheres durante este período - fica a dica para os barbados contemporâneos: nada como uma boa dose de mimos e paciência nesta fase!

Confira aqui o programa completo!

   
 

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JUL
30
  Negócio do Paraguai
  por Denise De Rocchi
 

Devido ao grande número de viagens que fez nos últimos anos para promover os produtos brasileiros no exterior, nosso presidente já foi até apelidado de mascate. Merece destaque a agenda dele para esta sexta-feira, 30 de agosto. Lula se encontra na fronteira com o Uruguai, em Santana do Livramento, com o presidente Mujica e em seguida vai ao Paraguai para inaugurar a obra da nova linha de transmissão entre a Usina de Itaipu e o país vizinho. 

A construção vai permitir que o governo paraguaio use mais a energia a que tem direito na usina hidrelétrica binacional, o que hoje não é possível pela baixa capacidade das linhas existentes. O financiamento será brasileiro, como parte de um acordo de revisão do tratado de Itaipu, assinado em 1973. Ele prevê também uma maior remuneração pela energia que compramos dos paraguaios.

A polêmica está só começando... embora o presidente Lula inaugure a obra, o acordo ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional. A oposição conseguiu forçar a criação de uma comissão especial para discutir o assunto, o que obviamente deve demorar num ano eleitoral.

A Usina de Itaipu, que teve faturamento de mais de 3 bilhões de dólares no ano passado, é responsável por 25% da energia que os brasileiros usam. A empresa paga 500 milhões de dólares ao ano para compensar cidades paraguaias e brasileiras que foram atingidas pela construção do lago artificial.

Na matéria que fiz hoje para a Radioweb, ouvi os argumentos a favor e contra a revisão do tratado e da concessão de mais auxílio financeiro. Para alguns, é um mau negócio para o Brasil, pois o valor que o Paraguai recebe já seria justo. Para outros, é um bom negócio por contribuir para que os países vizinhos se desenvolvam, reduzindo as desigualdades na América Latina.

E você, gostaria que seu deputado votasse contra ou a favor da alteração do tratado?

   
 

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JUL
23
  4X4
  por Denise De Rocchi
 

Tá frio aí também? Aqui no RS temos o que chamamos de "frio de renguear cusco" (traduzindo: uma temperatura que faz os cachorros tremerem todos) e nesse inverno ele passou a divisa dos estados do sul.

Vou compartilhar então a receitinha que o pessoal da Emater serviu numa das pautas que fui nos últimos dias: Bolo de Amendoim! Fui lá "entrevistar" a cozinheira e ela batizou a receita de 4X4. São 4 ovos, 4 xícaras de açucar mascavo, 4 de farinha de trigo e 4 colherinhas de fermento. O amendoim é a gosto (e pode substituir por banana, passas, etc... variando a receita). É só bater os ovos e o açucar primeiro no liquidificador. Depois mistura os outros ingredientes e coloca no forno.

A receita foi feita justamente porque a pauta era sobre agronergia e a equipe da Emater teve a idéia genial de servir só alimentos que além de nos aquecer no inverno também servem para fazer combustível. Tinha um licor de batata-doce de 1a qualidade, mas desse eu fico devendo a receita.

   
 

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JUL
20
  Totalmente Rock'n'Roll
  por Mariana de Freitas
 

Resolvemos entrar no clima da Semana do Rock! O Redação de Calcinha discutiu os rumos do rock nacional. A produção brasileira tem qualidade? O que é atitude rock? O estilo ainda é sinônimo de rebeldia? Há quem leve à risca o lema sexo, drogas e rock'n'roll? Quem nos ajudou a responder estas perguntas foram o músico e professor Frank Jorge e o jornalista Cristiano Bastos.

Obviamente, o debate entre as calcinhas é acompanhando de uma trilha sonora. E desta vez, pode aumentar o volume que o programa está Totalmente Rock'n'Roll! Ouve aí!

E como eu  particularmente AMEI a trilha desta edição do Redação de Calcinha, segue uma palhinha!

My Generation - The Who

Jailhouse Rock - Elvis Presley

Blitzkrieg Bop - Ramones

Sympathy for the Devil - Rolling Stones

It's a Long Way to the Top - AC/DC

Lithium - Nirvana

bjo,bjo

   
 

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JUL
16
  Idade penal
  por Valeria Rodrigues
  O discurso da redução da maioridade penal sempre vem à tona em momentos como esse: aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e ainda um caso de extrema violência com a participação de um menor (obviamente me refiro ao caso do primo do goleiro Bruno).

Especialistas afirmam que a redução resultaria em graves conseqüências...que os bandidos responsabilizariam pessoas cada vez mais novas por seus crimes (meio música dos anos 80 ...“crianças matando crianças inimigas...”- trecho de Carta aos Missionários, do Biquíni Cavadão). Mas há correntes, baseadas em sistemas penais de outros cantos do mundo (criança que comete crime hediondo responde como adulto), que defendem que a mudança trará benefícios para a sociedade.

Mas fica uma questão para reflexão: num Brasil onde presos ficam mais tempo do que deveriam dentro de presídios, que ficam anos na cadeia à espera de um julgamento, ou seja, num sistema penitenciário muito
longe do certo, quanto mais do ideal, levar menores para o presídio ajudaria em que a sociedade?

Enquanto todos ficam nessa discussão, prefiro aguardar a conclusão de um estudo baseado em casos envolvendo adolescentes em conflito com a lei e a situação familiar. Acredito que o resultado apontará que mais que a classe social, a vulnerabilidade que esse menor fique exposto, o mais importante é esse convívio.
   
 

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Alexandra Fiori
Aline Duvoisin
Anah Ferraz
Andres Lasso
Anelise De Carli
Apolos Neto
Bárbara Micheline
Denise De Rocchi
Elisandra Albuquerque
Fábio Ruas
Felipe Zboril
Hiury Wdson
Lucia Rodrigues
Mariana de Freitas
Raquel Sander
Raquel Schneider
Renato Franco
Valeria Rodrigues
Walmor Parente
 





 
 
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